Joffre Cardoso

Lapso de Memória - UOL Blog

Lapso de Memória


30/11/2007


Ciúmes

 


Ciúmes



Eu lhe devoro com meus olhos
Sempre lhe persigo quando você passa
Descubro as ruas por onde costuma caminhar
Invento motivos para poder lhe encontrar ao acaso


Sou levado por meus instintos infantis
Fico recluso em minhas miragens sociais
Amargurado por minhas manias de ter que possuir
Onde não consigo entregar o espaço que me cerca


Sigo seus passos como um admirador secreto
Rebuscando os momentos que você explora
Achando conflitos em campos inexistentes
Admitindo a derrota quando não lhe encontro


Sou empurrado por meus desejos obscuros
Procurando em seu corpo minha riqueza
Acreditando em suas formas para me completar
Ando sem medo ou vergonha sempre a lhe procurar


Mas o caminho é tortuoso e algumas noites são escassas
Embora meu esforço seja uma palavra verdadeira
Nem toda madrugada consigo lhe alcançar
Nestes dias quando amanhece me sinto fraco


É um capricho que consome meu corpo
Que inunda minhas idéias com falsas histórias
Mas quando você não se encontra presente
Não me controlo e lhe persigo em meus pensamentos


Pode ser uma doença que assola minha alma
Ou algum tipo de vício que arruína minhas noites
Talvez alguma sensação que devasta minha razão
Mas é algo que domina e cria cenários em minha mente


Então eu lhe cerco quando você não está perto
Experimento uma dor quando alguém se aproxima
Tenho espasmos de ciúmes se não consigo sua atenção
Recorro aos pensamentos íntimos para não lhe perder


Este é um lado que nem sempre consigo esconder
Pois é um instinto que parece dominar meu corpo
Deixa seu cheiro em um rastro que tenho que seguir
Mesmo que isso aos poucos me afaste  de você.

Escrito por Joffre Cardoso às 06h55
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28/11/2007


Viagem

 


Viagem



Eu quero voar por outros ares
Quebrar as correntes que me prendem
Arrancar o peso que me aprisiona ao chão
Preciso de outra atmosfera para respirar


O clima que me cerca persegue
O calor que sinto me sufoca
A poeira que se levanta me segura
Meus rastros são amarrados com o tempo


Eu quero ver outras paisagens
Desejo sentir um outro aroma
Poder ser molhado por outra chuva
Enfrentar uma tempestade desconhecida


As ruas têm que ser diferentes
As curvas podem ter outra direção
O vento pode mudar de intensidade
E minhas vontades precisam mudar


Eu quero enfrentar o delírio
Fugir para um outro pensamento
Conhecer novos sabores
Apreciar a forma de prazer perdida


Desbravar horizontes que não vejo
Subir em montanhas que me causem medo
Nadar por algum mar desconhecido
Fica em alguma ilha recém descoberta


Eu quero ficar entusiasmado com o novo
Ficar isolado das coisas antigas
Adquirir sensações que não imagino
Poder ser impregnado pela liberdade


Quebrar as barreiras de meus pensamentos
Lutar contra os medos de minha mente
Ter a boca de uma nova amante
Possuir o corpo da mulher que sonha


Eu quero viver em um devaneio permanente
Que não me deixe sem asas durante o vôo
Mas que me faça viajar por outra galáxia
Longe de toda rotina que conheço


Estacionar minha segurança e receios
Imaginar uma armadura especial de poder
Que conduza sensações sobre a pele
E não resseque minhas vontades


Eu quero ter mais do que mereço
Construir um castelo de areia no céu
Arrancar as fraquezas de meu corpo
E sobrevoar um novo mundo encantado


Um local que minha voz possa ser ouvida
Onde meus sonhos não sejam descartáveis
Que os sentimentos possam ser entendidos
E os meus desejos possam ser satisfeitos.

Escrito por Joffre Cardoso às 04h24
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22/11/2007


Inanimada

 


Inanimada



O silêncio inerente aquele recinto
O lapso codificado naquele momento
Em sua posição inerte e petrificada
A excentricidade de sua solidão


Sobre um piso áspero
Abaixo do campo sagrado
Sendo usada e abandonada
Sem um vestígio de compaixão


Às vezes humilhada e despedaçada
Pintada e usada como arma modificada
Outras utilizada com carinho e afago
Recebendo carícias de ancas apaixonadas


Suas pernas não são bem definidas
Às vezes são largas outras finas
Mas seu ponto de apoio é sempre firme
Independente da carga que a vida lhe impõe


Mas hoje ela está sozinha
Sem ninguém para lhe fazer companhia
Enraizada em sentimentos dispersos
Embriagada com o seu destino sem ânimo


Ela é branca e suas costas são detalhadas
Suas curvas e extremos e são elípticos
Hoje ela está ali como um corpo disperso
Estática a menos de dois metros de mim


Está querendo ser usada como sempre
Desvendar a cumplicidade dos visitantes
Servir apenas como um ponto de apoio
Pois esta é uma das funções da cadeira.

Escrito por Joffre Cardoso às 21h39
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17/11/2007


Confissão

 


Confissão



No teu sorriso eu viajo
Na tua boca eu me perco
No teu corpo eu enlouqueço
Nas tuas mãos está meu coração


Síndrome que me faz sentir a paixão
Devaneio que me faz perder a noção
Ilusão que me faz viajar sem direção
Lembrança que me faz ficar sem chão


No teu mundo eu quero entrar
Da tua vida eu quero participar
Sonhar contigo todos os dias
Viajar em teus delírios de noite


Envolver-te em meus pensamentos
Fazer com que vejas aquilo que nunca foi visto
Fazer com que meus sonhos sejam sólidos
E minha consciência seja única com a tua


Desejo que nossos corpos sejam um
Que nossas vidas se contemplem
Que as experiências sejam compartilhadas
Que tudo ao nosso redor seja esquecido


Escolhi o caminho mais difícil e por isso não consigo desistir
Escolhi a melhor de todas e por isso é tão difícil conseguir
Mas esta é a estrada que hoje pode me satisfazer
Por isso não consigo partir sem te ter comigo


Como conseguir um beijo teu sem que relembres o passado
Como conseguir teu corpo sem que tenhas medo do amanhã
Como seguir em frente se aquela que desejo quer ficar
Como continuar sem uma estrada segura para trilhar


Sem que meu coração palpite de sussurro e alegria
Sem que meus olhos se encham de virtude e de sonhos
Como prosseguir sabendo que pode ser muito mais do que é
No mais profundo pensamento eu reconheço que é impossível.

Escrito por Joffre Cardoso às 18h22
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16/11/2007


MEME da Amizade

 


MEME da Amizade



Entre cartas e contos eu recebi uma lembrança
Não veio em uma garrafa que foi jogada ao mar
Nem chegou da maneira que vi em alguns livros
Foi lançada por alguém e trazida pela Chuvinha


Seu conteúdo era um mistério que me encantou
Tinha os traços da mulher especial de nome Cris
Com versos e estrofes que somente ela produzia
Que me seduzia em seus momentos de pura luz


Na mensagem que eu decifrava via o sentimento
Com sua tonalidade e o seu devaneio imaginário
À minha mente vieram algumas imagens antigas
E alguns versos de Marcelo para sua musa Nice


As palavras que lia me faziam viajar por quadros
Era difundido a momentos de minhas confissões
Onde eu tinha um misto entre o menino e homem
Senti conflito na pele e me lembrei da Conflitada


Foi pela pessoa que enviou aquela nova corrente
Que meus pensamentos ficavam dispersos agora
Tentei lembrar alguma citação que me acalmasse
Fechei os olhos e pensei na seleção da amiga Bel


Minha visão estava presa em cada frase que via
O cenário e enredo iam se juntando aos poucos
As idéias afloravam em movimentos sem ordem
Queria ser diferente como a menina Thaísa fala


Mas naquele momento eu não exercia o controle
Começava a lembrar de minhas paixões antigas
Da menina que tinha havaiana de correia branca
Que um dia em um texto perdido Caulus retratou


A carta que veio não sei de onde me fez pensar
Retirou de minha mente as palavras de costume
Criou a nova página em branco na minha história
E como Nil construiu uma vida em duas palavras


Conforme me aproximava do final daquele poema
O contexto geral ia formando e moldando o conto
Eu me vi como Wagner em sua visão de estranho
E não conseguia saber com exatidão o que sentia


Quando eu acabei de ler aquelas últimas estrofes
A minha esperança parecia ter nascido mais forte
Eu não sentia solidão como os textos de Thalissa
E pude continuar a corrente do MEME da amizade.

Escrito por Joffre Cardoso às 18h24
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15/11/2007


Medo de Escuro

 


Medo de Escuro



Eu tenho medo da escuridão
Vejo formas que não existem
Tenho sensações na imaginação
Mas sei que tudo não passa de ilusão


Às vezes ouço sussurros perdidos
São vozes que não consigo diferenciar
Ficam voando e sei que não é possível
Mas elas conseguem me assustar


Quando estou no meu quarto sozinho
Rezo para que espíritos não venham
Embaixo do chuveiro fecho os olhos
Mas aos poucos eu os abro com medo


Eu conheço as manias do pecado
E por vezes evito algumas coisas
Tento ser cristão quando o receio chega
Mas sei que assim não consigo salvação


Luto por dias e por causas perdidas
Tentando reparar meus erros passados
Encontro refúgio em minha cama solitária
Mas sei que dormir não me ajuda a esquecer


Durante a noite eu não sinto muito frio
Desejo ficar acordado para não ter pesadelo
Escrevo e leio qualquer coisa para não dormir
Mas quando durmo tenho o sonho condenado


Eu não gosto de ficar sem uma luz
Pois meus olhos vêem mais do que quero
Os fantasmas divagam por entre mundos
Mas sempre terminam na minha mente


Fico preso entre as quatro paredes
Não há como fugir ou como me esconder
Sinto no corpo um arrepio que me faz crer
Mas sei que isso só pode ser alucinação


Relembro das histórias de criança
Onde qualquer filme fazia o corpo estremer
Quando viramos adultos os contos se perdem
Mas comigo eles não foram descartados


Eu não sei ficar no lado escuro da casa
Sempre busco a ajuda de um ponto claro
Pois vejo em roupas penduradas pessoas
Mas sei que na luz isso não acontece


Meu medo está vinculado com algo passado
Não consigo determinar o que causa isso
Tive experiências que me assustaram
Mas nenhuma delas pode ser a única causa


Talvez seja a minha percepção aos detalhes
Ou algum fator herdado de vidas passadas
Algo que me faz ver o que não compreendo
Mas isso é um fardo que eu não me permito


Eu fico pensativo em algumas madrugadas
Lembrando que por vezes eu não tive medo
Foi quando a luz de seu corpo estava presente
Naquelas noites o medo sumia quando você surgia.

Escrito por Joffre Cardoso às 08h38
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13/11/2007


Escultura

 


Escultura



Os meus olhos estavam presos eu não sabia como evitar
A visão que se formava a minha frente me deixou sem ar
Por mais que disfarçasse o desejo me fazia voltar a olhar
Se pudesse ficaria neste jogo até a primeira luz aparecer


Naquele momento o rosto e sua boca estavam ofuscados
O brilho que entrava em minha retina vinha de seu busto
A forma simétrica parecia ter sido esculpida em uma reza
O contorno que eu admirava conservava o gosto genuíno


Eu estava vendo uma escultura que foi gravada na beleza
Moldada de uma forma única sem rascunho ou sem erros
Traduzida sob um efeito que modificava o jeito de admirar
Seduzindo a minha fraqueza e derrotando a minha defesa


Eram seios desenhados sob a curvatura do ângulo correto
Onde a sinuosidade fazia a volta entre as minhas fantasias
Cobria meu desejo e se banhava em uma enseada perdida
Deixando em minha boca uma vontade eminente de provar


Durante aquela noite comecei e terminei no mesmo ponto
Por mais que saísse a minha imaginação insistia em voltar
O gosto me viciava a cada beijo que vagarosamente dava
Desfrutava cada momento como se fosse o último da noite


Quando amanheceu me debrucei sob minha visão poética
Fiquei acomodado como se fosse a melhor cama que já vi
Sonhei como o artista que encontrou a obra que procurava
Quando acordei pude reencontrar minha escultura perfeita.

Escrito por Joffre Cardoso às 07h33
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09/11/2007


Dama

 


Dama



Dama que vem não sei de onde
que atravessa montes e ruas
que sobe e desce por vales
na escuridão ou na madrugada
na chuva fria que molha tuas roupas
e desvendam a forma do teu corpo


Dama que vem não sei de onde
mas que segue ao meu encontro
com o desejo eminente na carne
com o sabor do pecado na boca
mulher que chora e às vezes sorri
aquela que desejei por tantas noites


Dama que vem não sei de onde
mania que tive em outras vidas
atração central dos meus sonhos
mulher que me faz transpirar
desejo que me vence sem falar
a minha nova forma de satisfação


Dama que vem não sei de onde
que atravessa mundos e universos
que faz o tempo voltar e avançar
menina que sonha junto comigo
alguém que vive e que morre
que surta e tem efeito em mim


Dama que vem não sei de onde
musa de um sonho inacabado
deusa de uma vida desesperada
minha fome alimento fogo e ar
que preciso para me aquecer
a alma que me faz sobreviver


Dama que vem não sei de onde
que atravessa meus pensamentos
amante que desejo e que quero ter
tens formas que necessito apreciar
és a fonte do meu pecado sem cura
simplesmente a mulher de minha noite.

Escrito por Joffre Cardoso às 05h52
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06/11/2007


Esqueça

 


Esqueça



Esqueça as metáforas, os eufemismos, as hipérboles e principalmente as comparações. Esqueça o “se”, o “quase”, o “será que estou agindo certo”, esqueça o passado e o futuro, deixe apenas que o presente exista em sua vida. Esqueça apenas esqueça. Esqueça as cartas de amor e renove seu coração, não tenha medo ou receio de enfrentar o novo, nem desbravar aquilo que você tem vontade de conhecer, não sinta a insegurança e se a sentir faça com que ela desapareça, o que está feito está feito


Não desperdice o hoje pensando no passado, esqueça as diferenças, nós por destino, por essência, por natureza, por sermos humanos, por sermos imperfeitos, ou por sermos sei lá o que mais, buscamos algo que nos complete e não algo que seja idêntico a nós. A igualdade é repelida, se torna comum, e o comum não nos atrai, queremos mais para nossa vida, procuramos por alguém que espelhe aquilo que queremos, procuramos por alguém que necessite daquilo que temos, para que possamos compartilhar, completar e juntar


Buscamos mais do que a igualdade em nossas relações, queremos a pessoa que possa nos surpreender e não a que sempre é previsível, buscamos uma pessoa que seja nova a cada dia, mas sempre sendo a mesma, buscamos mais do que uma casa, um conta conjunta no banco, família, sexo, prazer e amigos. Buscamos a felicidade sem limites, mesmo que esta não seja eterna, buscamos viver e viver significa correr riscos, acreditar piamente que a pessoa que estamos é a melhor possível para se viver, para se sonhar, para se dividir tudo, desde tristeza a alegrias, desde momentos rápidos a momentos duradouros, desde dor até o prazer


Vivemos para isso, para aproveitar a cada dia, sabendo que cada novo dia é uma nova chance de surpreendermos, de sermos surpreendidos, por isso acordamos entusiasmados, dormimos esperançosos e principalmente buscamos uma pessoa especial para ser nossa. Mesmo sabendo que isso é puro egoísmo, sabendo que isso é querer demais, mas mesmo assim buscamos, lutamos para ter alguém que nos complete sem ter dúvidas de nada, simplesmente alguém que seja nosso, para que possamos ser de alguém.

Escrito por Joffre Cardoso às 21h40
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05/11/2007


Reencontro

 


Reencontro



Parecia uma noite qualquer
Barzinho bebida e amigos
Conversa risos e histórias
Como um encontro comum


Mas entre um e outro copo
Quando olhei ao meu redor
Eu a vi entre suas amigas
E de imediato a reconheci


Fui jogado a minha infância
E vi o seu rosto como antes
Encaixei pequenos detalhes
Recordei revivi perdi a voz


Fiquei um tempo em silêncio
A conversa na mesa seguiu
Mas eu me perdi no assunto
O texto não importava agora


De vez em quando a olhava
Pude ter seu gosto na boca
Sentir seu cheiro de mulher
Minhas lembranças surgiam


Aquele foi o tempo de sentir
De entender sabor e desejo
De imaginar cenas ardentes
Foi uma época de inocência


Depois de um tempo retornei
Fechei a viagem daquele dia
Era apenas a boa lembrança
Nada poderia ser feito agora


Mas minha lógica foi desfeita
Quando ganhei o seu abraço
Que chegou sem eu perceber
Foi de surpresa me enfeitiçou


Então pensei que poderia ter
Ela que no passado foi desejo
Mas em menos de um minuto
Minha mera ilusão foi perdida


Após o beijo e um forte abraço
No sorriso de há quanto tempo
Ela me disse que estava ótima
E voltou a sua mesa de amigas


Quando ela se virou eu cobicei
Ela foi minha paixão de criança
Antes eu desejava um romance
Mas hoje eu queria o seu corpo


Voltei a minha mesa sem vontade
Mas como era o princípio de noite
Muita coisa poderia me acontecer
Quem sabe outra mulher aparecer.

Escrito por Joffre Cardoso às 23h15
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01/11/2007


Paz

 


Paz



Vou deixar os segredos de lado sem me importar com o fim
Tentarei respirar novos ares para não mais me decepcionar
Aceitarei seu pedido de trégua para poder ficar sem dúvidas
Seremos duas pessoas em caminhos diferentes a percorrer


O passado ficará guardado apenas nas minhas lembranças
Onde lembrarei sua forma de tocar e de se entregar inteira
Guardarei sua mania de gemer e sussurrar durante a noite
Inventando histórias para me acordar quando queria beijar


Ficará reservado o seu lugar na minha mente sem falsidade
E quando eu sentir saudade vou buscar seu espaço em mim
Mesmo que por alguns instantes queira fazer o tempo voltar
Mesmo sabendo que nesta hora meu coração possa soluçar


Mas não quero falar do passado nem de minhas recordações
A partir de hoje quero hastear nossa bandeira branca de paz
Fazer refletir nos seus olhos a beleza que um dia eu apreciei
E saborear mesmo que seja na sua partida seu lindo sorriso


Que o novo dia possa raiar sem nossas decepções de antes
E que os bons ventos entoem as mais belas canções de paz
Que na nossa melodia não existam as brigas ou desavenças
E que a cada noite possamos dormir sem o peso nas costas


Eu desejo que a felicidade seja a rotina nas suas aventuras
Que no meio do caminho alguém com bom caráter apareça
Construa a ponte perfeita que leve ao mundo de seu sonho
E possa fazer alegre aquela que não consegui fazer um dia


Deixarei gravado em meus pensamentos todos os momentos
Guardarei as histórias que fizeram eu me apaixonar por você
Deixo você sair mesmo que não tenha sido o final imaginado
Mas sei que em tempos de paz temos que ceder para ganhar.

Escrito por Joffre Cardoso às 20h34
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Perfil

Joffre Cardoso




Meu perfil
BRASIL, Nordeste, NATAL, Homem, de 26 a 35 anos
MSN - joffrecardoso@yahoo.com.br

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